Não pergunte como a bike do meu chefe foi parar aí. A questão é: como é que vão tirar? Bom... É nisso que dá deixar 3 nerds trabalhando sozinhos no fim-de-semana sem a chave da sala do servidor. Porque, veja bem, se chover as 3 da matina (como choveu) e acabar a luz (como acabou), o servidor não liga sozinho de novo. Entendem? Então tá. A partir de agora todo mundo já sabe: chave da sala dos servidores para quem trabalha no fim-de-semana.
Terça-feira, Agosto 05, 2008
Quarta-feira, Julho 30, 2008
Só esperando minha vez de correr.
Sentada aqui no fumódromo eu vejo o povo passar apressado. Tem muito trabalho entrando, é quarta, e nada ainda chegou na minha mão. Eu sou uma das últimas na cadeia alimentar. Depois de mim, só tem o pessoal da tecnologia.
Quarta-feira, Julho 23, 2008
Sexta-feira, Maio 16, 2008
Você percebe que voltou para São Paulo quando...

Sábado, às 6 e pouco da tarde, você demora mais de meia-hora para descer 3 quarteirões da Avenida Rebouças.
O livro que você começou a ler na praia continua na mesma página há duas semanas.
Você começa a investir seu tempo livre em diversões passivas como TV, ou em games que você poderia jogar sem usar o cérebro.
Seu blog volta a ser aquele diário (mas nem tanto), mais pra "nem tanto" do que pra diário.
Quarta-feira, Abril 30, 2008
Quarta-feira e o gostar de alguém.
E por mais que eu fique puta porque as coisas não acontecem exatamente do jeito que eu queria, e por mais que eu faça um drama incrível com bobagens que não merecem escândalo, e por mais que eu não domine os meus sentimentos em certas épocas do mês, assim que eu vejo meu pinguim parece que o dia é lindo, mesmo que tenha chovido de manhã até a noite sem parar.
Terça-feira, Abril 29, 2008
Terça-feira e o gostar de alguém.

Gostar de alguém deveria ser tão bom como dizem as novelas, os romances e os filmes da Meg Ryan. Deveria ser sempre aquele sorriso besta no rosto apaixonado, o abraço gostoso, a voz melosa no telefone e as mãos dadas.
O problema é que no pacote do gostar também vêm muitas diferenças, principalmente no jeito que as pessoas sentem, manifestam o que sentem e decidem as suas vidas.
Nos últimos dias, o gostar para mim resumiu-se em saudade, ansiedade, espera e decepção. Fica aí a foto dos meus dois pés na beira do mar, como prova de que eles são capazes de me sustentar.
Segunda-feira, Abril 28, 2008
Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez.

Por muito tempo eu soube deste livro. E por muitas pessoas também ouvi falar. Por várias vezes eu tirei ele da prateleira, folheei e coloquei na estante de novo, talvez com medo de não gostar e ter que confessar para meio mundo o sacrilégio literário: "Eu não gostei de Cem Anos de Solidão".
Hoje, depois de 3 dias presa nestas páginas, fico aliviada de entender que qualquer pessoa que goste de ler - até mesmo eu que sou meio idiota - fica encantado do primeiro até o último suspiro de um lugarejo chamado Macondo.
Mas Cem Anos de Solidão não é só a saga de uma família, nem de uma cidade, nem são só as lendas latinas fluindo no sangue e na história do autor. É muito mais do que isso e, sinceramente, não tenho a mínima capacidade para explicar, porque, qualquer coisa que eu falar, será extremamente medíocre.
Mais um brinde ao Gabriel García Márquez! Este, para o resto da minha vida.
Domingo, Abril 27, 2008
Um dia de Ana.

Não tenho vontade de escrever. O dia foi bom, teve sol, eu li mais um pouco, fiz uma omelete e é isso. Não tenho vontade de nada. Nem a foto do dia eu tirei. Esta daí é da semana passada e não de hoje, um domingo em que todas estas cadeiras estavam ocupadas.
Meu peito dói, meu estômago incomoda, meu sangue borbulha pelo braço e pelas pernas, meu coração está acelerado, meu fígado dá sinais de existência o dia todo, como se eu não soubesse que ele mora dentro da minha pessoa.
Apesar das férias, eu sou sempre eu e mais algumas tantas que vivem entrando e saindo sem avisar nem pedir licença, porque também são donas de mim. Apesar do tempo e de qualquer explicação cheia de lógica, eu vou sempre ter pensamentos e reações insensatas, um dia ou outro, um mês ou outro mais.
Nunca disse que sou perfeita. Nunca disse que queria ser. Nunca enganei ninguém.
Sábado, Abril 26, 2008
E hoje o estar sozinha virou solidão.

Talvez tenha começado no livro do García Márquez, escancarando esta cegueira humana que só tem cura na velhice, para que os condenados consigam enxergar o passado claramente e ver como jogaram bons tempos no lixo do mundo.
Lembrei de São Paulo, uma cidade que eu considero praticamente insuportável com o seu trânsito, suas filas enormes, seus lugares lotados e apertados de gente, seu fedor de esgoto e escapamento impregnado nas ruas, nas casas e dentro da gente.
Talvez por isso eu tenha feito amizade com um casal de idosos na praia. Porque com os velhos eu consigo conversar sobre o tempo, a época das frutas, as cores do dia, as técnicas para crescer as plantas, os gostos das comidas, os barulhos dos bichos e outras coisas que não interessam mais a ninguém, porque são bobas.
Também lembrei das conversas com meus pais, tão deliciosamente leves e cheias de vida, e tantas vezes cheias de arrependimento pelo tempo que se perdeu com "Coisas tão idiotas, meu Deus! E eu não conseguia ver".
Acho impressioante que ainda hoje, mesmo com tanta informação, as pessoas ainda desconheçam a obersevação do próprio futuro no rosto e nas palavras de quem já passou por estes mesmos caminhos. Estamos todos indo exatamente para o mesmo lugar, mas ninguém percebe.
E quanto mais internet, livros, programas de TV, filmes e acessórios tecnológicos, mais ignorantes tornam-se os ocupados, sem tempo para viver, estressados porque precisam correr atrás de alguma coisa que, talvez, nem alcancem, porque morrem de cansaço na praia.
Eu não quero morrer na praia. Quero visitar a praia enquanto estiver viva. E isso hoje me deu uma sensação enorme de solidão.
Sexta-feira, Abril 25, 2008
Coisas que acontecem.

As vezes eu acho que meus medos são agentes do FBI com todas aquelas parafernálias tecnológicas, equipados para observar meus dias de longe, minhas conversas pelo telefone, meus livros, minhas olhadas mais demoradas no espelho.
Com destreza hollywoodiana, eles sabem exatamente o momento de chegar, soprar meus pensamentos leves e levar minha cabeça para lugares onde não tem sol.
E nestes ambientes úmidos, taciturnos e nublados, meu corpo é feio, meu rosto é assimétrico, meus amigos estão bravos comigo, alguém está prestes a entrar em casa, meu namorado me trai com todas as artimanhas de um cafajeste, eu sou uma profissional medíocre e não tenho muita importância para ninguém da minha família.
Sempre passa. E sempre volta. Um dia, não vai mais voltar.
Quinta-feira, Abril 24, 2008
Os Inocentes - Henry James

Este livro está oficialmente catalogado em duas categorias: 813 - Literatura Norte Americana (Romance) e 133.9 - Espiritismo. Sinceramente? Depois de ler, não considero Os Inocentes como uma obra espírita - pelo menos não dentro do que a maioria das pessoas espera deste tipo de literatura. Ou a presença de fantasmas já envia uma obra automaticamente para a mesma estante da Zíbia Gaspareto?
Os Inocentes é sobre fantasmas, sim. Mas, na minha opinião, deveria manter a classificação original de seu lançamento, em 1989: Terror. Não é um terror explícito como estamos acostumados em livros de Edgar Alan Poe ou Stephen King. É tudo muito sutil e cada linha abre um novo suspense e uma nova visão do caráter dos personagens.
Quer saber de uma coincidência? Hoje na praia uma senhora sentou comigo e começou a falar sobre espiritismo, sem saber o que eu estava lendo. Bu! Bu! para as pedras no canto da Cocanha.
Quarta-feira, Abril 23, 2008
Um dia de cidade.
Cidade vazia. Roupas na lavanderia. Compras no mercado. Caipirinha de saquê com kiwi. Uma caminhada na praia. Banho de piscina. Pesquisas e e-mails para ajudar meu namorado. Um blog idiota. Uma grande irritação. Ciúmes. Um telefonema. Um ataque de stress. Uma taça de vinho. A certeza de que vale a pena contar até 10 de vez em quando. A certeza de que meu namorado não vem para cá, porque a vida dele está no futuro e não no presente.
Terça-feira, Abril 22, 2008
Como uma onda no mar.

O som da água na areia, a ondulação, a praia quase vazia. Hoje, tudo ou quase tudo lembrou os meus 20 e poucos anos, quando eu passava 1 mês de férias neste condomínio, com a prancha embaixo do braço, acordando cedo para procurar um mar adequado ao meu surfe ruim.
E muitas cenas daquela época desfilaram pela minha cabeça feito um carro alegórico, tocando as músicas que eu ouvia, exibindo amigos, a praia do Félix, o Sapê, as noites na cidade, o Trem Fantasma do parquinho tosco, o Jogo da Vida e o Imagem em Ação.
Betinho, Elke, Márcia, Rita, Maurício, Lilian, Dan, Neca, Paula. Todos eles passaram na minha frente, passeando pela praia dos meus 20 anos. Esta mesma e tão outra. Ainda capaz de me impressionar com a força da água, como antes; capaz de me fazer rir e achar ótimo estar aqui sozinha, como hoje.
Segunda-feira, Abril 21, 2008
A casa sozinha de novo.

Às 3 da tarde o pessoal foi embora levando o cachorro simpático. Varri a sala, tirei as roupas de cama usadas, juntei as toalhas, levei o lixo para fora. E de repente, quando não tinha mais o que arrumar, dei de cara comigo sozinha de novo em casa.
Até 2 anos atrás eu não suportaria esta viagem. Talvez tivesse voltado para São Paulo com eles, morrendo de medo de ficar aqui sozinha comigo mesma. E teria perdido quase 2 semanas de paz e tranquilidade na praia só para evitar este encontro com todos os meus medos, arrogâncias, babaquices, injustiças, egoismos, perdas e danos.
Não que hoje eu me ache perfeita. Muito longe disso, aliás, além dos defeitos que eu já conhecia, de 2 anos para cá descobri muitos outros, talvez até mais escabrosos. O que mudou neste tempo foi a tolerância comigo mesma e com os outros. Foi a consciência da imperfeição.
Um dia eu já tentei ser a pessoa perfeita. Hoje eu só quero ser feliz e tentar acertar. E se eu erro - e claro que eu erro - que me perdoem os envolvidos, porque não pago mais penitência.
Domingo, Abril 20, 2008
Creeeeeeew! Creeeeeeew! Creeeeew!

Como o tempo não anda lá essas coisas, fomos dormir tarde no sábado e minha idéia era começar o domingo lá pelas 10, no mínimo. Pois é. Mas acontece que as 7 da manhã um som estranho invadiu meus sonhos bucólicos: CREEEEEEEW! CREEEEEEEW! CREEEEEEEEW!
Como se não bastasse a versão original, estava rolando um tipo de remix que não terminava nunca e imendava um funk ruim com outro pior ainda. Tentei dormir de novo, mas desisti às 8 da manhã, quando finalmente ouvi a melô do pinto. Você conhece? Deixa eu contar como é:
Fui cozinhar um ovo
E tinha um pinto dentro
Imaginina se eu cozinho
Com o pinto dentro
Das 7 às 8 da manhã. Até que alguém resolveu avisar para os idiotas que a Lei do Silêncio também vale aqui no litoral paulistano, e que era domingo, e que muitas pessoas deveriam estar dormindo ainda, não é mesmo?
Fui comprar pão tentando entender onde foi parar aquela coisa chamada educação. Não a educação que o Governo anuncia em campanhas eleitorais, mas aquela outra, que a gente costumava ter em casa, sabe? Aquela que dizia o quanto era importante respeitar os outros.
Sábado, Abril 19, 2008
Nuvens, passeios, game, amigos e cachorro

Hoje os amigos chegaram com o Chico - este monumento simpático deitado no chão da sala, quase do tamanho da cadeira (hi-hi!). Passeamos com ele, almoçamos fora e agora estamos aqui, fazendo a digestão com games, livros e blogs.
Ao contrário do que imaginei, o condomínioo não está lotado. Talvez pelo tempo meio ruim, talvez porque semana que vem tem outro feriado, mais longo do que este.
É gostoso ter amigos em casa. Principalmente quando eles trazem cachorro. :]
Sexta-feira, Abril 18, 2008
O romance morreu - Rubem Fonseca

Hoje o vento acordou nervoso. Até tentei andar um pouco e ficar na praia, mas o mar tomou conta da areia toda e acabei irritada com as coisas voando da mesa: jornal, chapeuzinho, guarda-sol, copo de plástico, garrafinha de refri.
A gota d'água foi a casquinha de siri de 7 reais. Quando ela saiu planando, ainda tinha um monte de carne. Sorte do cachorro que estava fazendo plantão do meu lado (Ou olho gordo. Será que cachorro tem olho gordo?)
Voltei para casa mais cedo do que pretendia e acabei de ler uma coletânia de crônicas do Rubem Fonseca - O romance morreu. Um livro fresco, relaxante, solto, cheio de pontos-de-vista interessantes, abordagens divertidas, histórias bonitas e curiosidades simpáticas. A leitura voa feito casquinha de siri (e não vem dizer que a comparação é ruim).
Quinta-feira, Abril 17, 2008
Memórias de Minhas Putas Tristes - Gabriel García Márquez

Mais uma vez o amor. Como o amor pode transformar as pessoas e nos tornar ainda mais humanos. Enfim... Eu li isto na aba do livro. Não que seja difícil perceber, inclusive porque Memórias de Minhas Putas Tristes é a história de um senhor de 90 anos que se apaixona pela primeira vez na vida, por uma garota de 14.
O negócio é que o autor me pegou pela tangente do assunto e jogou na minha cara a intolerância do tempo, as amarguras da Terceira Idade e a consciência da morte. E tudo isso poderia ter passado em branco e preto pelos respiros entre fontes e parágrafos, não fosse a minha convivência com dois senhores de 77 anos: meus pais. Por conta disso, o que deveria ser o romance entre um senhor putanheiro e uma adolescente virgem, virou um caso de amor entre a Morte e a Vida.
Meu pai é um homem que não soube envelhecer e não aceita o ciclo da natureza. Enquanto minha mãe passa os dias preocupada com coisas da vida, ele arrasta os pés pela casa preocupado com o momento da morte.
"Não tenho muito tempo". "A vida passa rápido demais. Aproveite". "Não sirvo mais para muita coisa". "Sou um homem decadente". "Ninguém quer morrer." Frases que eu escuto constantemente no convívio com meus pai desde que ele tem 50 anos, sempre molhadas de mágoa, como se a vida fosse uma grande sacanagem.
Desde os 50 anos de idade, veja você. E agora ele está com 77, gozando de boa saúde, sem nem ao menos uma restrição alimentar.
Quantos anos perdidos de angústia com crises de depressão pelo medo de morrer? 27 anos. Meu pai tem tanto medo da morte, que deixa de viver. Não é absolutamente irracional?
Um brinde a Gabriel García Márquez, um homem que sabe viver.
Quarta-feira, Abril 16, 2008
Enfim, só.

Acordei às 10 da manhã com aquela movimentação típica de viagem; malas trançando de um lado para o outro, objetos miúdos sendo recolhidos pela casa, frases gritadas entre o quarto e a sala para que não se esqueça de nada.
Às 11 em ponto meus pais saíram de casa e, neste exato instante, a arrumadeira chegou. Tinha esquecido do detalhe. Faxina geral na casa. Ainda não era hora de ficar sozinha.
O tempo não estava lá essas coisas, mas na ânsia de me sentir um pouco sem ninguém além de mim e do García Márquez, enfiei o livro na sacola e fui andar. No caminho, quase sem ninguém na praia, tirei esta foto do céu abrindo e do mar subindo pela areia na maré do meio-dia.
Terminei o livro inteiro e voltei para casa achando que, finalmente, poderia esquentar meu almoço e sentar sozinha na rede. Nada. Estava aqui a mulher com todos os móveis para cima, esfregando o assoalho, espalhando água com cheiro de limão por todos os cômodos.
Tive que esperar até as 4 da tarde para fazer xixi, tomar banho, comer alguma coisa, passar um café novo e, finalmente, sentar na rede sem ter com quem falar. O alívio é indescritível.
Existe algum termo para definir a sensação de estar sozinha quando você precisa? Porque a solidão é triste e não gosta de estar só, justamente o contrário do que eu sinto agora. Não é solidão. Existe alguma palavra adequada para isso?
Terça-feira, Abril 15, 2008
Mais um dia de chuva.

Mais um dia de chuva. Hoje, garoa sem parar. Não que isto seja um problema, porque acabei me divertindo com o feijão na panela, uma taça de vinho fora de hora e um pouco mais do meu livro.
Entre nada e tudo que passa pela minha cabeça, veio um pouco de irritação e culpa. Irritação, porque não conseguia ler duas linhas seguidas do meu livro sem ser interrompida com alguma instrução da minha mãe sobre a arrumação da casa, ou sobre algum produto novo que ela descobriu no mercado de Caraguá.
Na verdade, tenho uma mãe e um pai sensacionais mas - culpa minha - a convivência por mais de 5 dias seguidos com eles é extremamente difícil. Culpa minha, que viveu com eles sob o mesmo teto por tempo demais, sem perceber que precisava desesperadamente de espaço para a vida do meu jeito, ao meu modo e no meu ritmo.
Segunda-feira, Abril 14, 2008
Um dia de chuva.

E é isso que acontece por aqui quando a água cai. Lama total, nuvens nos morros e o verde mais verde ainda nas árvores do condomínio.
Na falta de sol para andar na praia, fui até a cidade e almocei por lá. Curiosidade do restaurante: os passarinhos entram na maior cara de pau para ciscar os restos de comida no chão. Acho que se acostumaram com as pessoas. Estranho... Você está lá comendo e de repente os bichos fazem um vôo razante por cima da sua cabeça e pousam na cadeira do lado. Tipo: "Oi. E aí? Eu vou comer".
No mais, larguei o Yukiu Mishima e peguei um Aldous Huxley - Contos Escolhidos. É mais leve e exige menos da minha concentração, que ainda não está preparada para a origem do Budismo e muito menos para as viagens filosóficas de um oriental à caminho da iluminação. Veja bem... Eu mal consigo me concentrar em uma revistinha de palavras-cruzadas. Contos são uma ótima opção para estes casos extremos. As histórias são curtas.
Domingo, Abril 13, 2008
Domingo?

Acordei tarde, tomei cerveja na praia, comi macarrão, dormi depois do almoço e assisti São Paulo X Palmeiras na TV (CHUPA PALMEIRAS!). Desculpe, mas voltando ao assunto... Mesmo tendo feito tudo que um bom domingo pede, não me toquei que era domingo até ouvir a voz do Faustão. Então, amanhã é segunda? Engraçado... Quando lembrei disso, senti um desconforto estranho, meio impróprio e confuso, inclusive, já que para mim tanto faz se amanhã é segunda, terça ou quarta. Pelas minhas experiências com férias de 1 mês, sei que no próximo domingo não vou mais sentir o Efeito Garfield. Que venham os próximos domingos!
Sábado, Abril 12, 2008
Windows Vista 2008.

Nada de novo e tudo novo ao mesmo tempo. Aos poucos, bem aos poucos, os pensamentos poluídos que vieram de São Paulo desistem de manter contato comigo e desaparecem entre um copo de vinho, uma soneca na rede e um pedaço de melancia gelada. De dentro da sala eu vejo a vida passando pela janela aberta, sem palavras nem muitas explicações, existindo feliz como realmente é, mas nem sempre conseguimos ver.
Sexta-feira, Abril 11, 2008
Um dia na rede.

Quinta-feira, Abril 10, 2008
E hoje fez sol.
Lá na ponta da Cocanha só tinha um casal na praia além de nós. Andei, tomei água, andei mais e depois mais um pouco. Várias vezes (muito mais do que várias vezes, mas "várias" simplifica a conta) passou pela minha cabeça que morar em São Paulo é uma grande idiotice. Lembrei da minha mãe ontem a noite comentando o seguinte: "Desde que viemos morar na praia, percebi que nós temos coisas demais. Aqui nós temos muito menos do que em São Paulo, mas não sinto falta de nada que deixamos lá. Pensei em trazer as coisas todas, mas realmente é bobagem. Não precisa".



